Artigos Recentes

Cartas Sobre o Vício (I)- Ao adicto

Olá meu caro, ou minha cara. Temo que está carta te encontre em um momento de perturbação, desespero ou solidão – ou imagino que um pouco dos três. Seja pelo julgamento dos outros, pelas limitações que o vício traz para seu corpo, seu tempo e suas finanças, ou pela culpa esmagadora que aperta seu coração, talvez você se encontre agora

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Cartas sobre o tratamento do vício – Apresentação

Quanto mais eu envelheço mais vejo como comum e doloroso o problema do vício. Mudam os anos, mudam as substâncias, as atividades, as formas de consumir e de se entorpecer, mas não muda o sofrimento e a solidão dos adictos, o desespero da família, e nem os desafios de tentar oferecer um caminho para recuperação de quem procura a minha

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E a utilidade dos diagnósticos? (ou “o mito da doença mental”) — Parte 3

Oi! Nos dois últimos textos dessa mini-triologia eu falei sobre as críticas à abordagem médica para a depressão e para os transtornos de personalidade. Se você ainda não leu eu recomendo que você leia antes de continuar a leitura desse aqui, mas de maneira muito resumida, a ideia geral dos dois textos é a de que: equiparar a depressão e os transtornos de

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Transtorno de Personalidade é invenção moralizante (ou “o mito da doença mental”) — Parte 2

Oi amigos. Seguindo na nossa crítica à ideia de que existe simetria entre as doenças do corpo e as ditas doenças mentais, tendo por base as contribuições de Thomas Szazs, vamos abordar (o que deveria ser) um dos capítulos mais polêmicos do DSM: os transtornos de personalidade. Desde Hipócrates e Galeno com a teoria dos humores, temos tentativas de categorizar a

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A depressão não é uma doença (ou “o mito da doença mental”) — parte 1

Sempre vejo por aí a frase “a depressão é uma doença”, comparável a uma diabete, ou uma doença cardíaca. Na maior parte das vezes, quem diz isso está carregado de boas intenções. É uma forma de dizer que a pessoa não é responsável pelo que tá se passando com ela, e logo não tem controle sobre sua melhora, então não deve ser forçada ou

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A Espetacularização da Psicoterapia: um diálogo com “A Sociedade do Espetáculo” (Debord, 1967)

“Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se afastou numa representação.” “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens.” Essas são frases do livro “A Sociedade do Espetáculo” (1967), no qual Debord apresenta

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